ARTESÃS E ARTESÃOS DE SALVADOR INICIAM CURSO DE COSTURA EM RETALHOS COM FOCO EM FORMALIZAÇÃO E MODA ARTESANAL


Vinte artesãs e artesãos de Salvador iniciaram nesta terça-feira (27) um curso intensivo de costura e aproveitamento de retalhos, em uma iniciativa voltada à qualificação profissional, geração de renda e formalização. A ação é promovida pelo Instituto Periferia do Futuro, em parceria com o Programa Artesanato da Bahia, reforçando o compromisso com o desenvolvimento socioeconômico e cultural do estado.


Com duração média de 40 horas, o curso é realizado presencialmente na sede do Periferia do Futuro, na Rua Chile, com atividades programadas para os dias 29 de janeiro e 03 e 05 de fevereiro, das 8h às 17h. A formação, focada na técnica de Costura em Retalhos, atende à demanda da Coordenação de Fomento ao Artesanato (CFA/SETRE), no âmbito do Contrato de Gestão nº 045/2025, sendo executada em parceria com a Organização Social Comunidade Cidadania e Vida – COMVIDA.


Segundo o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, o investimento em qualificação e formalização fortalece cadeias produtivas estratégicas. “O artesanato e a moda são vetores estratégicos de desenvolvimento, geração de renda e inclusão produtiva. Ao investir nesses profissionais, o Governo da Bahia reafirma seu compromisso com a valorização da cultura e com a redução das desigualdades.”


O coordenador de Fomento ao Artesanato da Bahia, Weslen Moreira, destacou o potencial transformador da moda artesanal. “A moda é uma cadeia produtiva capaz de agregar valor e ampliar oportunidades. A parceria com o Periferia do Futuro representa um passo importante ao unir qualificação, doação de máquinas e fortalecimento de um coletivo criativo e produtivo.”


A instrutora Adnalice Rêggo conduziu a primeira aula teórica, dando início a uma jornada que transforma retalhos em novas possibilidades econômicas e criativas. O plano pedagógico abrange segurança no manuseio de máquinas, composição visual, harmonia de cores, técnicas de união de retalhos e modelagem básica, com foco inicial na produção de bolsas.


Para o empresário e CEO do Periferia do Futuro, Carlos Cruz, o projeto possui forte impacto social. “Nosso objetivo é capacitar, acolher e transformar. A formação amplia perspectivas de emprego e renda para a juventude preta e periférica de Salvador, além de desmistificar a imagem da periferia como espaço restrito à violência.”


Um dos eixos centrais do curso é a formalização profissional. Ao final da formação, os participantes serão incentivados e orientados para a emissão da Carteira Nacional de Artesão e para o cadastro como Microempreendedor Individual (MEI), etapa essencial para inserção no mercado formal e ampliação de oportunidades.


Além da capacitação técnica, a iniciativa prevê o desenvolvimento de uma coleção exclusiva de moda artesanal, inicialmente voltada à produção de bolsas, com possibilidade de expansão para vestuário. O projeto integra criatividade, identidade cultural e sustentabilidade, promovendo o reaproveitamento de materiais e o design de superfície têxtil como estratégias de inovação e geração de renda.