Mestre Olavo e Mestre Lua são reconhecidos como mestres-artesãos

Na última sexta-feira (28 de maio), os artesãos e capoeiristas Mestre Olavo da Bahia e Mestre Lua Rasta tiveram seu trabalho na fabricação artesanal de instrumentos reconhecido pelo Governo do Estado. Em cerimônia restrita, no Centro de Comercialização do Artesanato da Bahia, em Salvador, eles receberam das mãos do secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães, as carteiras de Mestre-Artesão do Programa do Artesanato Brasileiro.

“A capoeira envolve um conjunto de ações que vai desde o esporte até a produção artesanal. Nós precisamos valorizar todo esse contexto. À medida que reconhecemos os mestres-artesãos da capoeira, isso cria a oportunidade da geração de emprego e renda através da produção artesanal”, afirma Magalhães.

Para Ângela Guimarães, Coordenadora de Fomento ao Artesanato da Setre, “este é um reconhecimento do Estado da Bahia em relação à grande contribuição que esses mestres têm dado, para além da capoeira, como símbolo de resistência, da nossa ancestralidade, de manutenção da nossa cultura, mas também do artesanato. O fazer instrumentos, adquirir matérias-primas, trabalhar com várias técnicas também têm sido fundamental para a expansão da capoeira e para a consolidação do artesanato baiano”.

Mestre Olavo, considerado um dos maiores tocadores de berimbau da atualidade, produz o instrumento desde a década de 1960, quando aprendeu o ofício com o mestre Waldemar da Paixão. “Eu como artesão, fabricante de instrumentos, principalmente do berimbau, agradeço por esse momento de felicidade, pois é difícil se conquistar essas coisas. Tenho 79 anos de idade, 56 de capoeira e só deixo a capoeira quando morrer”.

O mestre Lua Rasta foi representado por sua filha Saraí Fernandes, também capoeirista e artesã. “Gostaria de registrar a importância desse reconhecimento com os mestres ainda em vida. Para mim, como filha e como aprendiz, este momento é muito importante. Fico feliz por eles e por outros que poderão vir a ser valorizados da mesma maneira e colher bons frutos”.

MOSTRA ARTESANATO DA CAPOEIRA: ANCESTRALIDADE E RESISTÊNCIA

Além de serem reconhecidos como mestres-artesãos, eles ganharam a mostra Artesanato da Capoeira: Ancestralidade e Resistência, que reúne suas criações artesanais até 10 de junho, no Centro de Comercialização do Artesanato da Bahia (Largo do Porto da Barra, 02, Salvador). São instrumentos musicais como berimbaus, atabaques, agogôs, pandeiros, xequerês, reco-recos e djun-djun, entre outros, frutos da produção artesanal desenvolvida por esses mestres no decorrer dos anos dedicados ao universo da Capoeira.  

Realizada pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte– SETRE, através da Coordenação de Fomento ao Artesanato, e pela Associação Fábrica Cultural, a mostra faz parte da ação Maio do Artesanato da Capoeira, promovida em parceria com o coletivo Capoeira em Movimento Bahia, e estará aberta de segunda a sexta, das 10h às 18h, e sábado, das 10h às 16h. Todos os instrumentos estão disponíveis para comercialização. 

SERVIÇO: 

Mostra Artesanato da Capoeira: Ancestralidade e Resistência 

Datas: de 25 de maio a 10 de junho 

Horários: de segunda a sexta, das 10h às 18h; sábado, das 10h às 16h 

Local: Centro de Comercialização do Artesanato da Bahia (Largo do Porto da Barra, n. 02, Barra, Salvador) 

Curadoria: Nadja Miranda 

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