#MostraDilenga: confira a cerimônia de abertura da exposição das Coroas de Rainha do Afro Bankoma

Na tarde da última quinta-feira, 25 de novembro, o Centro de Comercialização do Artesanato da Bahia (Largo do Porto da Barra, 02) recebeu a cerimônia de abertura da mostra Dilenga: Artesanato das Coroas de Rainha do Afro Bankoma, que segue em cartaz até 04 de dezembro. 

Com direito a apresentação ao vivo do bloco Afro Bankoma, a ocasião reuniu Ângela Guimarães – coordenadora de Fomento ao Artesanato da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (CFA/Setre), Nadja Miranda – curadora da mostra (CFA-Setre),  Mametu Kamuricy – mestra artesã, griô e liderança religiosa do Terreiro São Jorge Filho da Goméia, Joselito Pinto – mestre artesão e professor de tecelagem e a professora Cláudia Santos.

Nadja Miranda, curadora da mostra, iniciou o evento comentando o processo de curadoria. “Esse trabalho é fruto de um mapeamento desenvolvido pela CFA nas comunidades de terreiro, em especial, na região metropolitana de Salvador”. Ela destacou também a produção artesanal das roupas das rainhas do Bankoma:  “É decorrente de várias técnicas artesanais que estão presentes nesse terreiro, que foram passadas de geração em geração, como tecelagem, barafunda e bordados diversos. São trabalhadas com toda a comunidade cotidianamente no terreiro”, afirmou sobre a coletividade da produção. 

Ângela Guimarães comentou orgulhosamente a riqueza da produção artesanal realizada nos territórios de matriz africana e a importância de valorizar o trabalho artesanal realizado em terreiros de Candomblé, tendo em vista o Novembro Negro, mês da Consciênca Negra. Ela relacionou os adornos expostos na mostra com a cultura de países africanos em período pré-colonial.  “A experiência do povo negro no território africano não era de dor, nem de negação, mas ao contrário, eram rainhas, reis e comunidade ancestral”, disse em referência trajes exibidos na mostra e processo de produção dos mesmos. 

Sobre a riqueza cultural da comunidade do Terreiro de São Jorge Filho da Goméia, Mametu Kamuricy, mestra artesã, griô e liderança religiosa da casa, falou sobre a diversidade de produção. “Dentro desses conhecimentos ancestrais, a gente tem os cantos, a nossa indumentária, culinária, artesanato, barafunda, bordados, crochê, costura, todos os fazeres ancestrais que trouxeram da África”, disse. Ela comentou também sobre os cinco figurinos de rainhas exibidos na mostra, “todas as roupas são feitas através de um tema que a ancestralidade traz a cada ano em que o bloco Afro Bankoma desfila na avenida”. Sobre a importância do artesanato como fonte de renda, a líder religiosa ainda ressaltou: “Essa comunidade consegue sobreviver através dos conhecimentos adquiridos no terreiro de Candomblé”, acrescentou.

Sobre a Mostra 

A mostra Dilenga: Artesanato das Coroas de Rainha do Afro Bankoma reúne cinco trajes de rainhas do bloco afro Bankoma produzidos artesanalmente no Terreiro São Jorge Filho da Goméia. Eles são o resultado do compor artesanal intrínseco ao próprio terreiro, como a tecelagem, o crochê, o macramê, os bordados e os trançados. Palha da costa, búzios, miçangas e outras contas, além de fios, linhas e tecidos, são alguns dos materiais utilizados nestas criações. 

A realização do evento é da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte – Setre Bahia, através da Coordenação de Fomento ao Artesanato, e da Associação Fábrica Cultural, em parceria com a Associação São Jorge Filho da Goméia.

Serviço

MOSTRA DILENGA: ARTESANATO DAS COROAS DE RAINHA DO AFRO BANKOMA
Data: de 25/11 a 04/12
Local: Centro de Comercialização Artesanato da Bahia – Largo do Porto da Barra, n. 2
Horário: De segunda a sexta, das 10h às 18h; sábado, das 9h às 14h.
Visitação gratuita.

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